Rádio Xibé 106.7FM - Cada um conta de formas interessantes, com o mesmo resultado: Xibéééééééééé BUM!

Rádio Xibé 106.7FM - Cada um conta de formas interessantes, com o mesmo resultado: Xibéééééééééé BUM!
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OLHAR 3

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Bem, por onde começar?

A Rádio Livre X((i))bé 106.7FM, começou sua transmissão no dia 27 de Outubro de 2006, antes disso, já houve encontros e reuniões de pessoas interessasdas a participar de algo chamado Coletivo, e aí a pergunta que não quer calar - O que um Coletivo?

Era tudo muito novo, nossas idéias do que seria uma rádio livre em tefé, foi algo meio contraditório... conforme o tempo estávamos entendendo da ideologia de ter uma forma de comunicação livre. Então passamos a nos estudar e ver vídeos relacionado sobre o assunto. Foi algo fora do comun, descobrimos através de textos, livros, vídeos muito sobre, e o que mais nos chamou atenção e incentivou tudo isso, foi o comportamento de outras pessoas, outras rádios livre espalhadas por todo o Brasil e país a fora.

A rádio que iniciamos não precisa de diretores, secretários e etc... mas de um coletivo(pessoas) que discute e decide em reuniões a opinião de todos com o maior respeito pelo espaço, percebemos que a comunicação é muito importante, pois ela nos leva a pensar de forma diferente, querer mudar o mundo... e claro pra melhor.

Só participando de um coletivo, você descobre inúmeras atividades diferentes umas das outras, através do gosto de cada um, pode-se fazer programas na rádio da forma que quiser, é claro que existe princípios a serem seguidos, mas e aí, quantos daqui de Tefé, teve a oportunidade de ter seu próprio programa e tocar suas músicas...???

É chegada a hora de nós tefeenses ter VEZ e VOZ para falar de tudo e com todos, não precisamos pagar nada para nos comunicar. Todos os dias podemos ver pessoas com idéias brilhantes, fazem suas próprias músicas, desenhos artísticos interessantes, outros tem o dom da reivindicação o que é ótimo e mostra o senso crítico para uma Tefé melhor, e você ainda conhece pessoas diferentes e faz amizades com pessoas de mesma idéia, este é só o primeiro passo para democratizar Tefé.

Esta forma de comunicação que a rádio xibé se propõe, é algo novo pouco aceito pelas rádios comerciais, que visam o R$ lucro, em princípio não precisamos cobrar nada para expor nossos talentos, idéias, divulgar trabalhos, a Rádio X((i))bé não tem fins lucrativos e muito menos vínculos partidários. É uma rádio de todos para todos.

No final das contas porque o nome Xibé? Alguém já perguntou isso? Quase sem mistério, esse nome está aí para mostrar algo regional, produção e divulgação da cultura tefeense, queremos dizer um basta a slogan, nome fantasia, nome famoso, não precisamos de máscaras, só devemos ser o que nós somos, de uma cultura diferente, por isso um nome diferente, sem falar que xibé nasceu de um compartilhamento de transmissão o que rendeu uma história, e essa história só está dentro de quem participa deste coletivo aberto. Participe das reuniões também, todo sábado as 10h da manhã.

Todos nós tefeenses, poderemos agora usufrurir deste espaço radiofônico.. e quando alguém falar - é uma rádio pirata!

Meu ou minha amig@ olhe para esta pessoa com uma bem cara feia, e diga: Pirata são eles nós não estamos atrás do ouro! (R$), se você não participa do coletivo da rádio, pelo menos leia o que diz na constituição brasileira a respeito.

Com a forma de comunicação livre crescendo, temos este site disponível a publicação aberta, você se cadastra e divulga algo sobre você, seu bairro, sua rua, a notícia vem da verdadeira fonte, Você.

Não perca tempo, a liberdade de expressão é para todos!!!!

Pense numa pessoa desconcertada... hehehe!!!

E Rádio Livre é só um começo, já ouviu em falar TV livre? E que tal ter seu próprio programa de TV?

Liberdade para as Ondas! Faça Rádio Livre!

Abraçaum a todos !!!!

Xibéééééééééé BUM!

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OLHAR 2

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Num momento que pessoas se unem em prol de um objetivo em comum, até então só se via em relatos de livros e algum filmes raramente, e exatamente no Município de Tefé no Estado do Amazonas, surge uma iniciativa de jovens e adultos em formar um grupo de discussão em torno da democratização dos meio de comunicação local.

As pessoas envolvidas no início eram pessoas da comunidade, universitários e funcionários de instituições, que cansados da velha e ultrapassada forma de comunicação pelo rádio, resolver reunir seus equipamentos colaborativamente, nisso, cada um trazendo um microfone, cabos, microsystem, dvd player, fita cassete, discos, e utilização de um computador mais ou menos potente.

As conversas entre as pessoas se davam de forma esclarecedora, de como cada um se encontrou e qual a história que contada, a ponto de chegarmos a estar lutando por uma causa só, a liberdade de expressão. Afirmo que estas conversas, discussões e reunião de material era algo que vinha sendo obtido numa caminhada de 03 meses, contando a partir de julho de 2006.

Pesquisou-se sobre as mais variadas formas de iniciativas de comunicação livre, alternativa ou comunitária, e vimos que a visibilidade para nossos objetivos se deu pela forma de como as Rádios Livres no Brasil vem se apresentando, e na condição de atividades esporádicas como oficinas, palestras em escolas públicas do município, em comunidades indígenas e ribeirinhas, se tornava o que chamam de Coletivo de Rádio Livre inicialmente, um exemplo de luta ou resistência midiática frente as rádios comerciais locais e em outros municípios.

Várias reuniões nos mais diversos lugares de Tefé, ou em casa de amigos, para começar a dar o primeiro passo, e logo após a obter de um transmissor de baixa potência +cabo+antena, realizamos a primeira transmissão da Rádio Livre de Tefé, que mais tarde seria chamada pelos membros do Coletivo da Rádio de: Rádio Xibé 106,7 FM (www.xibe.radiolivre.org).

A partir daí, começava uma maratona de atividades anuais, nas quais não se precisava ser os membros do coletivo, necessariamente os realizadores, eram atividades em que se tivesse abertura através de convite, estaria lá no evento, e assim acontece, onde instituições ou associações reconhece o incrível exercício de transmissão de uma luta seja no meio urbano ou rural ou em comunidades indígenas e ribeirinhas, o convite era lançado, dando uma exposição radiofônica através da difusão do conhecimento ou reivindicação através do rádio, e nisso várias pessoas que acompanharam a programação, estavam sendo informada ainda mais sobre atividades de movimentos sociais.

A Rádio Xibé, é composta por pessoas que membros de um coletivo, tinha sua forma organizativa sempre horizontal, onde não existe o papel de diretor, líder ou coordenador, por isso acreditamos que o papel das rádios livres, em fazer falar línguas menores se tornou democrática as decisões tomadas e já indo para a prática da mesma, seja no mesmo dia ou finais de semana.

As pessoas poderia perguntar sobre a questão da legalidade? É claro! Tinha-se em mente que coisas assim apareceriam e o coletivo sempre se tornou consciente do conhecimento da Constituição onde garante estes nossos direitos de Liberdade de Expressão, Acesso a Informação, Usabilidade do Espectro Eletromagnético, conhecimento este que nenhum grupo de comunicação que tivesse naquele tempo, não expunha e não se discutia, ao contrário do Coletivo da Rádio Xibé, que até nas suas oficinas ensinam a construir transmissores de rádio de Frequência Modular (mini).

O material elaborado da Xibé é algo único, e também um pouco influenciado a impressos do Centro de Mídia Independente (www.midiaindependente.org), o qual mais tarde passou existir em Tefé como CMI-Tefé (http://docs.indymedia.org/Main/TefeAmazonas), e juntando uma série de atividades de campo, palestras, oficinas, passou a agregar as ferramentas tecnológicas como sites de publicação aberta, e conhecimento/aprendizado de sistemas livres para computadores (Linux), que enriquecem profundamente os trabalho dos voluntários dos Coletivos Metamórficos, que se tornava uma só com fusão de atividades coletivas, é algo com princípios colaborativos e independentes, pois o que tornou-se um desafio constante fazer algo sem envolvimento de capital, mas conseguimos.

Pedro, Adelson, Carlos, Sérgio, Marcos, Guilherme, Thiago, Maria, Francismara, Tânia, Feliciano, Paulo, Aiuby, Matcho, e ainda muitos outros em no total chegava a mais de 30 pessoas, que nas sua horas vagas e a noite se reuniam para sugestionarem novas formas de atuação ou atividades mais abrangentes, e até mesmo para irem atrás de doações e juntamento de restos de eletrônicos, e móveis que pudessem ajudar na composição de estrutura de estúdio de rádio.

A rádio nos seu início começou em uma sala cedida pelo Centro de Estudos Superiores de Tefé, o qual a pessoa do sr. Wilson simpatizante do coletivo, deixou ao uso do coletivo, mas tarde com nova direção local foi pedido a sala e consequentemente, teve que se reaver uma outra forma de transmissão num lugar adequado.

Mas agora como a rádio não mais estaria na universidade, passou a ser além de autônoma, a ser itinerante, se consegui pensar e atividades com transmissão ao vivo do que estava acontecendo em determinado lugar, e nisso divulgava-se a frequência para as pessoas e elas mesmas começavam a ouvir pelo rádio algo que estava a acontecer no bairro vizinho, inclusive os relatos de moradores, sobre os problemas que vem enfrentando, ganhando ainda mais o prestígio de uma rádio popular, por se usada pelo povo de fato.

A requisição da presença da rádio para transmitir a toda a população ao que estava acontecendo de injustiça em vários pontos da cidade, sem tornou uma prática pelos presidentes de bairro e comunitários influentes em opinião, e começamos nos sentir fortes cada vez mais juntando as bandeiras de lutas sociais. Foi quando a Rádio Xibé 106,7 FM, passou a ser mais ouvida que qualquer outra rádio, e acompanhado de pessoas com interesse de saber de quem era a rádio, quem era o diretor e outras perguntas, que fez o coletivo pensar em prevenção a perseguição da mídia corporativa.

Atividades padrões sempre acontecem todos os anos, e atividades incomuns sempre a convite de outros grupos de comunicação ou eventos comunitários. Já que a rádio é do povo para o povo, não se tinha uma forma de proibir a transmissão, e ela não tinha local fixo que desse acesso a ela excluindo a possibilidade de apreensão ilegal ou repressão mesmo.

Desde então a Rádio Xibé não parou de transmitir, e na sua frequência por mais curta que seja, fazer com que as pessoas se organizem, lutem, e escolha a melhor maneira de divulgar suas ideologias, e na oportunidade nos dada de fala, relatamos a importância de um meio de comunicação que é a transmissão pelo rádio, e a desmitificação de que se precisa enorme investimento par se ter uma, e quanto ao seu uso os benefícios que a comunidade pode agregar tornando as pessoas ao redor cada vez mas críticas em relação ao sistema que as reprime e as discrimina pela pouca atuação e acesso ao conhecimento. Nos mais diversos casos acompanhados pela Rádio Xibé, isso agora deixa de existir, a exploração do outro é assunto difundido através de ondas eletromagnética nos quatro cantos de Tefé, e se duvidar até mais além.

Somos novas formas de resistência às novas formas de dominação!

Xibéééééééééé BUM!

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OLHAR 1

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Esta história começou a muito tempo atrás, eram jovens calouros na universidade ano de 2006 como um ano de experimentações realmente, cada um levando uma vida cheia de monotonia e decepções culturais, não se sentiam satisfeitos com o que se passava no município, as inspirações eram pouquíssimas, e a busca de alguma ocupação se tornava a distração momentãnea. Será que a vida é só ser submisso?

Desde que começaram a escrever algo, esses jovens: Pedro, Serginho, Aiuby, Adelson, Olenilson, Carlos, Adgelson e outros, não sabiam onde levar mais adiante suas produções textuais e como fazer para publicar sem sofrer com o abuso do capital, e usando o laboratório de informática da universidade foi o meio encontrado para deixar exposto seu material, e agora se perguntavam: Que site publicar?

Duas pessoas se destacam durante essa pergunta, e os outros apenas ficaram sem respostas (ainda), mas o Pedro e Serginho deram um grande passo no que se tornaria uma paixão para suas vidas, a criação de um Centro de Mídia Independente no Município de Tefé - Amazonas.

A imaginação do que poderia ser feito com a formação de um coletivo local, levou a motivação que faltava para falar de Tefé, e o que estava acontecendo com eles diante do contexto em que se encontravam, foi algo revolucionário na vida deles, o que mudaria de uma vez por toda as suas vidas.

Os dois destacados nesta história, não se conheciam antes e durante as suas motivações se
encontraram pelo campus da universidade, onde surgiu esta conversa de formar o coletivo, sem saber os dois haviam pesquisado formas democráticas de comunicação e a possibilidade de suas idéias realmente sair do papel, e confiando um no outro surgiu o compromentimento com a causa.

Já que precisava de mais pessoas sensibilizadas para envolvimento com a causa (formação do coletivo), precisariam de alguma forma chamar a atenção das demais pessoas ao seu redor, foi então que passaram em algumas salas de aula e pediram para participar de uma reunião depois da aula no corredor.

Daí um coletivo inicialmente formado, nos tornamos bons amigos todos nós, um coletivo forte e compromtidos a levar a ideologia da liberdade pela comunicação, e toda uma série de atividades organizada se tornou essencial para o envolvimento e formação ideológica do que acontecia com eles e o que precisaria mudar na sociedade, a transformação social pela mídia alternativa.

Downloads de áudio e vídeos foi uma árdua atividade, mas se superou em boa parte com a amizade de mais uma pessoa importante neste pedaço da história, o Guilherme, esse foi um cara que ficavamos um pouco com receio, e por ser professor da universidade deu a entender uma influência de atitudes muito forte, mas que era visto como um braço habilidoso em nos orientar e informar da melhor forma no coletivo para a plenitude do grupo.

Durante muito tempo trabalharam voluntariamente como Centro de Mídia Independente de Tefé, e as matérias e áudios produzidos estavam ficando dispersos, e necessitariam mais tarde de uma concentração do que estava sendo produzido, mas tinha que ser algo só sobre acontecimento em Tefé.

Os meses se passaram e o CMI já não eram somente o que queriam, e veio a idéia de seguir uma ideologia de comunicação livre, a "Rádio Livre", os olhos deles brilhavam com tanta renovação de idéias e atitudes, pois uma rádio como esta em Tefé era no início e até hoje uma incrível ferramenta de propagação das notícias de Tefé para Tefé e região vizinhas, imaginem só o que surgiu depois de tudo disso.

Pensaram como ter uma rádio sem grana, outro disse: Fazer uma Festa? Foi a iniciativa mais grandiosa naquele ano, toda uma preparação ritualistística para o objetivo maior, comprar transmissor, e a união foi posta a prova, minuto a minuto, e se seguiu com grande realização naquela noite em que grupos dos mais diferentes existiam na cidade e não eram conhecidos, novos talentos de Tefé.

Já tinha o transmissor com antena, e a festa pagaria o mesmo, e os dias que se seguiram foram constantemente de pautas em reuniões sobre a programação da rádio e atividades nas escolas sobre este modelo de rádio que surgiu em Tefé, e mostras de vídeos foi algo que não podia faltar nas palestras, alunos e professores ficaram curiosos com tal novidade que nunca imaginaram existir.

Não tinha nome a rádio, era somente dito Rádio Livre de Tefé, e durante transmissões e conversa online com outra rádio livre, que falou da transmissão parecendo ser uma xibé, deu uma abertura de indagação: Xibé? Puxa vida uma Rádio Xibé! Olha que nome legal Rádio Xibé, como nas reuniões sempre apareciam oito pessoas fixas, e na hora da palavra xibé descoberta eram cinco pessoas, foi acordado que o nome se tornaria Rádio Xibé (rsrsrs) o que levantou uma bandeira contra a aculturação popular.

Xibé, um nome diferente, um nome indígena (siginificado farinha com água), um nome de uma Rádio Livre no Amazonas, tudo está sintonizado. E com isso todas as pessoas acharam legal o nome Rádio Xibé, o que deu um entrosamento para todos que tiveram contato, programas e vinham para entrevistas ou dá um alô, ficavam bastante felizes com o nome, chegaram a receber elogios inesperados.

Um idéia que surgiu em 2006 e até hoje resiste, frizando a incrível participação total dos citados
acima, e voluntariamente apareciam mais e mais pessoas a fazer parte deste movimento de rádio livre em terrenos amazônicos, iniciada estava a transformação social em Tefé, e os resultados destes jovens refletem em muitas outras iniciativas, iclusive a pesquisa de tal surgimento pela universidade, o que gerou reconhecimento de todo um trabalho, e o conhecimento do Centro de Mídia Independente e a criação de uma Rádio Livre, foram essenciais se tornando espaço democrático de comunicação para todos os tefeenses e região.

A universidade se tornou parceira, e projetos conjuntos tem mobilizado acadêmicos todos os anos a mostrarem suas experiências culturais dos mais diversos municípios, como dito antes se tornou um xibé tudo o que tem acontecido com a rádio e com sua atividades, e o CMI tem cumprido um papel importante na divulgação de expressões ideológicas, tanto na parte gráfica e de internet como no registro de vida da rádio e dos novos movimentos sociais locais surgidos.

Só para se ter uma idéia do gratificante trabalho voluntário, municípios vizinhos e logíquos que tem jovens sofrendo com repressão e descaso, procuram a Xibé constantemente e trocam idéias de como eles podem ter uma rádio livre também. Se os espoca bodes não sabiam antes mas agora eles sabem que são semeadores libertários, liberdade de expressão é o foco central.

Todos que fazem parte do coletivo da rádio Xibé, são chamados de Espoca Bodes.

Porque Espoca Bodes? Bem aí é outra história que só um verdadeiro espoca bode pode dizer!

E toda esta história de CMI e Rádio Xibé ainda está sendo escrita por todos que estão participando.

Xibéééééééééé BUM!

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Parceiros:
www.radiolivre.org
www.vozdailha.radiolivre.org
www.amargem.libertar.org
www.movimento.libertar.org
www.midiaindependente.org

Nascimento da rádio Xibé em 27/10/06