SECA NO MUNICÍPIO DE TEFÉ - A MÃE NATUREZA QUE SE IMPÕE

SECA NO MUNICÍPIO DE TEFÉ - A MÃE NATUREZA QUE SE IMPÕE
Já estamos no mês de novembro, e nada se observa a não ser o aumento da seca, nesses dias as chuvas começaram e não há qualquer alteração do nível do rio Solimões e Lago de Tefé.

Acreditamos que isso é devido ao Aquecimento Global, pois as indústrias existentes no mundo estão sempre contribuíndo para que cada vez mais as secas aumentem e as cheias diminuam, outro fator importante, são as construções e minerações no estado do Amazonas que acabam com qualquer nascente de rio que possa existir em um nincho ecológico, terras com mata nativa, apropriação forçada de sítios detentores de nascente de lagos e igarapés, que poderia ajudar na enchente pelos afluentes.

Como reflexo disso esta grande seca que já supera a de 2005, que deixou a mostra o fundo dos rios por pouco tempo, e dessa vez já são meses em estado crítico, as embarcações das mais divesas encontram problemas para se aproximar do porto do município de Tefé, os comerciantes locais andam com sua grande exploração capitalista superfaturando os preço de seus produtos, obtendo lucro abusivo e como sempre se aproveitando de uma crise para enriquecer seus bolsos e cofres.

As águas de poços artesianos dependendem do nível dos rios, e já existe no abastecimento do sistema de água uma certa mudança de procedimento, com a chegada da cheia também vem doenças originárias das águas nas margens de todo o município, causando problemas estomacais e intestinais.

Imaginem todos esse problemas em massa, afentado todos os ribeirinhos, comunidades indígenas, comunidades grandes e vilas, causando falta alimentícia de diversos produtos, grandes plantações de várzeas escassas, sem qualque tipo de transporte fluvial para doentes, atendimento de ocorrências de violência a animais e tráfico dos mesmos.

Declara estado de emergência, foi uma opção para se voltar recursos para afetados pela seca, e o que ainda se vê é doação de sacas de fibras com alimentos, o que ajuda mas não resolve a situação atual, mecanismos de auto-sustentação poderia ser adotados neste período de seca, e não se em qualquer atuação de entidade neste tema específico.

Há comprometimento ainda do Produtores Rurais da estrada da EMADE, que pela longa distância, sofrem ainda mais para levar sua produção para a feira e ganhar seu sustento, por conta de combustível faltoso ou limitado pela gestão municipal é prejudicado com a famosa desculpa de que as balsas com combustíveis ainda não chegaram, respondem toda vez que se pergunta, a mesma desculpa da Termoelétrica Amazonas Energia usa, as coisas estão ficando sérias a cada dia que passa e não se constrói as soluções preventivas para cada caso.

A má vontade do poder público, o desvio de verbas predestinadas, influência política em tempo eleitoreiro, o interesse para o bem populacional, são vertentes que não cabe na agenda de compromissos dos que já estão no poder, e as reclamações da sociedade se tornam mais verdadeiras frente a todos os problemas que os Tefeenses vem sofrendo, e mesmo assim ainda somos solidários para com aqueles que não recebe qualquer atenção, de quem deveria receber principalmente.

As crônicas de Tefé, se resumem a inúmeros acontecimentos de injustiça social e exploração em todos os âmbitos. Estamos em plena formação psicológica com traços de rebeldia, devido a insuperação das diversas formas de mentiras e falta de compromisso social. Isso já é tão óbvio, pois o perfil tefeense é conhecido por muitos pelo aspecto subversivo de lidar com situações difíceis, fazendo das oportunidades protestos contínuos e uma arma popular contra o abuso físico e moral de qualquer morador local.

As cheias e as secas, somos seres humanos privilegiados por viver em meio a natureza, somos parte dela e devemos reagir de acordo com o que ela oferece, a sabedoria de viver aqui, é saber lidar com toda e qualquer situação em que a Mãe natureza impõe.