Segundo Dia do Mini – Curso de Comunicação Popular (09 de Abril de 2010)

Segundo Dia do Mini – Curso de Comunicação Popular (09 de Abril de 2010)
Veja mais Fotos do Segundo Dia.

Bem, aqui estamos nós mais uma vez narrando o que aconteceu neste segundo dia de mini-curso; Começamos apresentação novamente, pois outras mais pessoas chegaram ao curso, e em seguindo, o Pedro explicou o áudio por fazer parte da mesma com uma entrevista, e escutamos junto o áudio sobre a história da Xibé e seu significado, foi algo bem diferente e mostrou a todos que a rádi@ é muito mais do que parece ser, um meio de comunicação em que todos podem participar e que tod@ tem vez e voz.

Continuando fizemos a mostra do vídeo: MIXANDO A LIBERDADE – A MUDA NO CENÁRIO DAS RÁDIOS LIVRES, o qual retrata bem a realidade de uma rádio livre no contexto social e a visão das pessoas sobre esse modelo de radiodifusão, observei os rostos de todos do curso e vi um brilho nos olhos a cada instante do vídeo, a face balançando concordando e com um sorriso no rosto se imaginado com certeza, eles no lugar dos que apareciam no vídeo, fazendo uma análise, digo que eles se respondiam a cada dúvida que tivessem só olhando para as pessoas, o local onde a rádio se localizava, a sociedade opinando, e principalmente a fala dos programadores que foi essencial e de uma forma espontânea.
E quando no término do vídeo perguntamos se havia alguma dúvida, tivemos a surpresa, que todos os que pegaram o microfone, nos encheram de elogios pela prática de radiodifusão onde todos são iguais, e a existência de outras rádios muito mais antigas que a própria Xibé, mostra a resistência do movimento e que dá certo e pelo fato da horizontalidade impressionante, um coletivo que rege a rádio ser aberto para toda a comunidade.

Bem, prosseguimos com apresentação do tema COPYLEFT, por mim (Serginho) algo novo para muitos e a descoberta de um novo caminho para os que há tempos buscavam distribuir o seu conhecimento, trabalhos artísticos e didáticos, e com o COPYLEFT sendo exposto em uma linguagem acessível a todos, foi bem libertador, tornou-se uma troca de idéias quando principalmente se tratou de software livre, pois foi um conteúdo inovador e que trouxe a tona uma discussão sobre propriedade sobre um software, e também sobre a segurança de nossas informações pelos sistemas com copyright, frente às grandes corporações capitalistas e empresas exploradoras e aprisionadoras de conhecimento dando um preço e validade a elas.

Terminando com dinâmica apresentando e respondendo dúvidas ao mesmo tempo, foi consenso geral o uso da Licença Copyleft, permitida a cópia para todos e citando a fonte é claro, e fechamos este tema importante e grandioso.

Continuando foi tratado com bastante ênfase, a apresentação do site CMI BRASIL e CMI TEFÉ, eu (Serginho) falei do que somos enquanto centro de mídia independente, bom como o histórico de como surgiu, coisas que vem desde os protestos em Seatle, surgimento e organização centro de mídia aqui no Brasil, situando pontos onde também existem o centros de mídias ligados a Rede Indymedia no país e no mundo. Foi mostrado o site do CMI Brasil e nessa parte para dar uma seqüência de site/publicação, Pedro apresentou o site e detalhou a importância de se publicar em um lugar em que as próprias pessoas colocam suas notícias locais, o qual não passa por avaliação de editor, e ressalta a enorme visitação no site pelos movimentos sociais que também publicam no site, mostrando o respeito pelos informes vistos em formas de imagens, textos ou vídeos. A mesma situação abordando o site do CMI TEFÉ, que faz um trabalho conjunto com a rádio Xibé, e está presente e de olho no que acontece em Tefé e registrando tudo o que acontece ao redor da região, dá-se uma noção do enorme do conteúdo regional armazenado, principalmente atividades culturais ignorados pelos meios de comunicações da elite, mostrando o papel do centro de mídia no contexto do município, uma visão do município feito pelos próprios moradores, através de mídia independente.

De acordo com a programação, meu amigo Pedro tratou do tema: COMO FAZER MATÉRIA PARA JORNALISMO POPULAR, onde ele mostra formas práticas de se construir uma matéria para publicar, sempre com a preocupação de fornecer informações essenciais para identificação dos fatos ou acontecimentos, um conteúdo bem feito e revisado levará a sua publicação.

Mostrou tipo de noticias que a mídia mostra que é importante e que na verdade foge da realidade, e numa linguagem de difícil tradução, sem falar que a mesma notícia pode ser usada para qualquer outra só trocando as informações, data, local, hora, assunto..., exemplificando para os presentes outra situação no caso da TV, que noticiava patinhos atravessando uma avenida, em um meio de comunicação de rede nacional, mostrando o cúmulo de escolhas do que aparece na televisão para absorção das mentes que a vê e que não pode ignorá-las pelo controle (aproveito aqui pra elogiar o cara que inventou a tecla Mute/Mudo é que mais uso).

No decorrer do tema mostrou fotos de acontecimentos, e os presentes por meio de perguntas feitas a eles, tentando a olho nu explicar o que se passava na figura, e de que forma poderia ser noticiada e forma de publicação livre.

Como estávamos assistindo, do meu ponto de vista foi um tema de eixo principal, pois foi nele que colocou a prova do que se falou e mostrou no curso, e como prática para exercitar o que se apresentou, foi dado um exercício, cada um de colaborar com uma matéria para ser objeto de publicação no site do CM((i)).