"Para o CMI Tefé não póde! Para a Natura póde! : Quando o publico virá privado"

O título desse texto expressa uma realidade bastante comum no Brasil, com raízes bastante antigas da época do Coronealismo essa triste realidade vem se remodelando as novas formas de organização social. Atualmente mesmo com a democracia essa realidade é bastante vista pelas pessoas e grupos que necessitam utilizar do bem publico, mas acabam sempre por esbarrar em burocracias sem sentido e finalidade.

Na cidade de Tefé a história também é a mesma, recentemente necessitamos de um espaço (auditório) para a realização de um Curso de Comunicação Popular desenvolvido em parceira entre a Universidade do Estado do Amazonas, o Diretório Regional do Estudante e o coletivo do Centro de Mídia Independente de Tefé.

Entramos em contato com a direção da Escola Estadual Gilberto Mestrinho que cedeu o auditório da escola, no entanto proibiu a utilização dos equipamentos do espaço (Data show, equipamento de som completo) com a alegação de que os mesmo são de uso exclusivo dos alunos da escola, até aí chega a ser compreensível a posição da diretora da escola. A chegarmos no dia de realização do curso observamos que o auditório e seus respectivos equipamentos de uso “exclusivo dos alunos” estavam sendo usados mais cedo em um evento de divulgação de produtos da empresa de cosméticos Natura.

A diretora Ruth Conceição da escola faz do patrimônio publico o que julga melhor, provavelmente beneficiando – se socialmente em relação aos representantes da empresa na cidade de Tefé. Essa é a nossa realidade e a população fica a margem dos equipamentos da escola. Como vimos "para movimento social não póde! Para empresa capitalista póde!"

Segundo a organização do Mini - Curso o fato será denunciado na representação no município da secretária de educação do Estado do Amazonas.