Setor Jarauá perde Manejo de Pirarucu

Após 10 anos de trabalho a Associação de Produtores do Setor Jarauá (APSJ), perde o manejo de pirarucu. A APSJ foi liderada durante 4 anos por dona Lourdes Marinho, presidente da Associação.

O trabalho de manejo no setor Jarauá iniciou-se no ano de 1999. Nessa época, o presidente da Associação era o senhor Antonio Martins, considerado um dos grandes organizadores do trabalho comunitário nas áreas de preservação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM). Martins também foi o responsável, juntamente com o Instituto Mamirauá, de organizar o trabalho de preservação no Setor. Antonio Martins era funcionário do Instituto Mamirauá, e trabalhava com organização comunitária, morava na comunidade de São Raimundo do Jarauá, localizado dentro da RDSM. Era casado com dona Maria Lourdes Marinho, com ela teve dois filhos, Claudiomar Marinho, e Cleuziomar Marinho.

Seu Antônio, como era conhecido, faleceu em 2004, vítima de um choque elétrico, quando tentava arrumar a rede elétrica de sua comunidade. Com sua morte, a esposa dona Lourdes, continuou o trabalho que Antônio desenvolvia junto às comunidades da Reserva. Durante todo esse tempo de trabalho, o Setor Jarauá conquistou vários resultados positivos, inclusive sendo exemplo para outros setores que hoje também trabalham com manejo.

Antônio Martins foi um dos grandes difusores da idéia de preservar para comercializar o pirarucu, peixe que todos sabem, ser proibido para pesca e captura durante todo o ano.

Com seu trabalho de organização, Antônio Martins, juntamente com seus parceiros, conseguiu trazer para o setor Jarauá, o manejo de pirarucu, mas também iniciou o trabalho para que em 2006 iniciassem o manejo experimental do Jacaré.

Apesar de todos estes esforços, em 2010 o setor Jarauá perdeu o manejo de pirarucu. Muitos sócios chegaram a pensar, “como que nós perdemos o manejo, se foi daqui que saiu o exemplo para outros setores. Nós fomos e somos o espelho de todos os setores”.

Segundo o programa de manejo de pesca do Instituto Mamirauá, que é o responsável por organizar os setores que trabalham com manejo de pesca dentro da Reserva, e que tem como coordenadora a Bióloga Ellen Amaral, o Jarauá perdeu sua cota de manejo, por falta de organização dentro da Associação, e por isso foi suspenso o manejo no setor.

Conversando com alguns membros da associação, todos foram unânimes em afirmar que estão lutando para conseguir trazer de volta o manejo para o Setor. “Se for por falta de organização, todos estão dispostos a tentar voltar àquela organização que tínhamos antes dentro do setor, quando seu Antônio era presidente. Era muito diferente o trabalho”, ressaltaram os associados.

Dona Lourdes, que no dia 6 de Março deste ano, foi substituída da presidência da APSJ por Lázaro Alcimar Souza da Silva, falou que a comunidade São Raimundo do Jarauá e o setor Jarauá possuem organização e que com certeza desenvolvem um bom trabalho. “Só onde tem organização que as coisas funcionam corretamente”, disse ainda, “nosso setor sempre teve uma organização forte, e muitos setores da Reserva se espelharam em nós pra começar seus trabalhos, nossa idéia foi forte e sempre vai ser, e não é justo que ficamos sem o manejo.

Depois de tantas lutas, reuniões, discutindo ideias, e sempre procurando parcerias para desenvolver nossos trabalhos, um trabalho de 10 anos, acabar assim fica complicado para nós”, disse dona Lourdes.

Tefé 01 de Abril de 2010.

Cleuziomar Marinho
Comunicador Popular
Setor Jarauá.

A luta continua

Cleuziomar Parabéns pela materia, será muito bom sempre está informado sobre os trabalhos das comunidades das Reservas.E A Luta continua.

Parabéns

Não desistam nunca de seus objetivos... tenho muitos amigos ribeirinhos e ele são um povo feliz por nunca desitirem ou desanimarem.... não deixe que dez anos se vire contra toda uma vida.... comunidade unida retorno garantido!

matria

ola Serginho tudo bem com vc? cara estou aqui para agradecr se comentario, mas é isso mesmo que voce falou, em nosso setor temos sim um trabalho de organização muito forte e que ja vem de um tempo longo de trabalho, Mas é que muitas vezes nao temos um meio de comunicação para esta informando nossos trabalhos e nossos problemas.
e com isso noso trabalho ficar inrreconhecivel, temos toda ferramenta que precisamos para informa, graças a Deus que temos o Instituto mamirauá que nos da uma força ainda o programa de comunicação comunitaria, tem um jornal que é o Comunicador que é por ele que divulgamos nossso trabalho.
mas é isso cara quero agradecer vcs que abriram esse espaço agora aqui por esse site que podemos mostrar pra outras pesoas como é que nós trabalhs,, valeu sempre vou esta colocando materias aqui ok.. um abraço.