E as rádios livres?

Aqui em Recife o meio mais contemporâneo de distribuir uma música é através das rádios comunitárias, sementes ou matrizes das rádios livres. Como comentei, o artista, ou "novo artista", além de ser um empreendedor de idéias, é um criativo por natureza. Ele procura os meios mais significativos e menos óbvios de expor, de expressar seu mundo. As rádios livres apontam para uma nova fronteira sem fronteiras, a sintonia do futuro. Acredito que em breve cada site vai ser uma rádio livre, enfraquecendo cada vez mais essa estrutura obsoleta das rádios oficiais. O Minc já tem laboratórios variados sobre as rádios livres. E o mais contraditório quando se fala em produção e mercado em Pernambuco, principalmente após o movimento Mangue, que continua firme, é que o que se produz não é executado nem promovido em nosso próprio espaço de criação. Ou seja, somos ignorados pelas rádios locais, que recebem autorização para se instalarem aqui no estado. É uma violência fora do comum para quem não quer utilizar a tabela do jabá para ser tocado em seus próprios domínios. Por isso que escrevo sobre "política cultural ostensiva".